8.7.12

Hortência


Seria pois a vaidade que a chamava a varanda, vestida dos mais belos panos e um lenço lhe compondo o cabelo. Tia Hortência era solteira e não se lhe conhecia história. Nenhum homem cabeceara em seu travesseiro. Nunca nenhum homem conseguiu visto de entrada em seu coração. Ela estava na varanda como o povo sempre a conhecera: de alma intransitável, sem estacionamento. As íntimas riquezas da solteirona ficariam para quem?? A vila se interrogava - não tivesse ela andanças, mas ao menos valesse heranças

Mia Couto.

Sinto que serei uma Hortência, se já não sou.

1 !:

ૐ 'Priscylα disse...

Não diga que será Mia, ainda há de viver muitos amores e paixões não escritas. Beijos.

Ailma Barros,
mais de mil perguntas sem resposta, muito prazer!

 
cata nuvens © Todos os direitos reservados | Ilustração :: Monoco | voltar para o topo