28.11.12

Me apaixonei por um argentino

Ele imaginava que era rei, soldado, herói, pirata e domador.
Era o que queria ser, porque era um sonhador
(Jota Quest).


16 minutos. Esse foi o tempo necessário para eu me dar conta de que Valentin seria um dos meus filmes favoritos.
A verdade é que esse foi o ano de paquera e relacionamento sério forever entre o cinema argentino e eu. Depois de Medianeras e O segredo de teus olhos, eu decide que adoro as produções hermanas. Baixei Valentin na empolgação de ver o máximo de películas possíveis e me surpreendi.
Valentin conta a história de um menino muito lindo de oito anos que está treinando para ser astronauta da NASA, mesmo sendo pobre, que vive com a avó, e nunca descansa na busca de construir sua família: de ter pai e mãe.  Tal qual outros personagens infantis como Oliver (Littlle Miss Sunshine), Ofélia (O labirinto do fauno) e Hugo (Hugo Cabret), Valentin me encanta por ser criança no sentido mais lírico e mais simples na palavra. Logo me apaixonei por seus óculos, sua farda, sua voz, suas roupas de astronauta, sua vontade de dar afeto a um adulto disposto a reribuir.  A trilha sonora é ótima e a época em que se passa o filme sempre me desperta o interesse. Adoro as roupas e o otimismo de que o mundo pode melhorar tão característico dessa época. Coisa mais linda é Valentin cantando “estes mares de algodão.. sem maréé..!”
E como se Valentin não bastasse; como figurante temos a história argentina que é de fato um tango. Temos um discurso apaixonada de um padre lamentando a morte de Che, numa cidade dividida que não sabia se amava ou odiava Ernesto Guevara. Temos a mágica das inovações tecnológicas que pareciam que durariam eternamente, que nos diga a fita cassete. Sem falar que é um filme narrado, o que implica dizer que só aumenta o charme. E narrado em espanhol.  E o mais legal de tudo mesmo é que Valentin não desiste do sonho. Ainda que digam que não há argentinos astronautas, ele continua acreditando. Procurando uma família mesmo que isso seja o tempo inteiro negado a ele. A sorte é que no meio do caminho ele encontra amigos, e esses amigos se tornam inevitavelmente sua família.


Melhor ainda. Agora eu vou ver Valentin mais uma vez. Ele não pára de voar (num foguete) no meu céu.

1 !:

Gizelle disse...

Agora,eu também quero ver Valentin.

Ailma,
árvore plantada junto a ribeiros de água, muito prazer!

 
cata nuvens © Todos os direitos reservados | Ilustração :: Monoco | voltar para o topo