26.9.12

2005



Me devolva a poesia que você me roubou. Me devolve os risos, e aqueles telefonemas as 22 horas pra conversar sobre o dia. Me devolve a certeza do "para sempre" e a sensação de que os poemas do Vinícius foram feitos para mim. Me devolve aquela coragem de pular de precipícios só pra segurar tua mão. Me devolve a vontade de aprender a tocar contrabaixo e a aceitação de que amores amigos são possíveis. Me devolva aqueles silêncios; eles também me pertenciam. Porque você carregou consigo minha permanente empolgação com a vida?
Me devolva as palavras, os sms, as cartas, os amigos. Me devolva o futuro e a doçura. Pode ir embora. Vá. Hasta la vista. Mas me deixe. Deixe aqui tudo o que é meu.

1 !:

Eu nunca disse adeus.. disse...

Gostoso ler esse post. Faz-me pensar que estou nesse barco.

Ailma,
árvore plantada junto a ribeiros de água, muito prazer!

 
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