10.1.14

Me adota?

Semana passada estava eu tomando um café com um amigo e ele veio se lamentar dos pequenos dramas familiares e eu endossei falando dos meus pequenos dramas familiares. No fim da conversa estávamos velhos e citando Tolstói: todas as familias felizes são iguais e as infelizes são infelizes cada um do seu jeito.
E aí ficamos falando de umas mil duzentos e cinquenta e quatro famílias infelizes da literatura (os Samsa..., os.... ) e terminamos a conversa convencidos de que tínhamos que achar famílias felizes para nos adotar. 
Eu nem tive que pensar muito. Logo vieram a minha cabeça dançando e em grupo três famílias super amadas da literatura: os Rostov, os Weasleys e os Bennets. Uma coisa as três famílias têm em comum: muitos filhos, falta de dinheiro e excesso de afeto.

Sim, você os conhece. E eu queria muito ser adotadas por eles:



1. os Bennets, Inglaterra, 1800

Tem a Lizzy, a Jane, a Mary, a Kitty e o sr e a sra Bennets. 5 filhas, uma família pequeno burguesa, com uma mãe meio histérica que sonha em casar bem as filhas e um pai meio negligente e muito carinho. Ou é uma percepção só minha? Os Bennets são tão unidos, tem a maravilhosa cumplicidade de Lizzy e Jane e a relação tão legal das duas com o pai. Tem de tudo mais trivial e isso torna essa família desajustada tão bonita de ser ver; é uma bagunça tão boa. A Jane Austen arrasou nessa família, pois até a Lídia que é uma chatinha a gente se apega. Eu queria morar um tempo lá em 



2. os Rostov, Rússia, 1800 (no finalzinho)

Tostói é o rei das famílias complicadas só em Guerra&Paz temos os Bezucov, os Bolkonsky; a casa dos Rostov é uma ilha num mar de desgosto. De cara amamos sem confessar a Natasha, o Nicolai, o Pétya e a Sônia (eu pelo menos amo). Eles são tão unidos. Os pais, os filhos tão clichê que destoam do resto do espírito do livro: guerra e famílias destroçadas ou cheias de intriga. O cuidado que eles têm uns com os outros é biutiful. E ainda acolhem tão bem os amigos, que o diga o Pierre que volta e meia corre pra ser cuidado pelos Rostov. Ilya e Natalya são os pais dessa família muito unida e aimeuDeus eu amo esses Rostov.




3. os Weasleys, dias atuais.

O que falar da família mais ruiva do mundo bruxo?? Uma das boas razões para se ler Harry Potter é entrar na Toca e conviver com os sete filhos Weasleys e o Arthur e a Molly. Eu queria natais memoráveis como os que acontecem lá. E irmãos populares como o Fred e o George. E queria ter cabelo vermelho. E que minha mãe me defendesse tanto quanto a Molly defende os filhos. Outro lugar onde os amigos se sentem acolhidos (Harry e Hermione, beijos!). Falta grana mas sobra magia e amor. Pra mim tá bom.

Nessas famílias é impossível não gostar de alguém  e difícil não gostar de todos. No fundo são famílias que todos nós queremos ter (eu acho). E são um pouco parecidas com as famílias comuns com seus ínfimos dramas  contrabalanceados de altas doses de amor incondicional.

1 !:

Hilza de Oliveira disse...

É uma pena que das três famílias eu só conheça os Weasley. Passei sete vezes (livros) pela casa deles e foram realmente acolhedores, a harmonia dá inveja. Também queria ser adotada, mas o Perebas tinha que ficar longe, bem longe.

Ailma,
árvore plantada junto a ribeiros de água, muito prazer!

 
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