6.3.12

Libertas que sera tamem.

Livinha finalmente aprendeu a palavra não. E passa o dia dizendo: "quer não" para nós adultos. E ela fica toda contente. Finalmente a liberdade e a possibilidade de escolha. Depois de um ano e quatro meses ela diz não, sem temores. Espero que ela saiba usar esse poder concedido pela linguagem. Nós frequentemente o perdemos na ânsia de agradar, de ser aceito, de fazer parte. Abrimos mão de nossa arma mais poderosa. Nos anulamos deliberadamente ao invés de usar um curto não.
Espero que Livinha continue achando que dizer não é delicioso. Espero que ela abuse dessa liberdade, que embora não tardia, pode ser brevíssima.

1 !:

Gizelle disse...

Incrível sua forma de escrever meu bem..
adoro.
Que Livinha cresça com seu encanto.

Ailma,
árvore plantada junto a ribeiros de água, muito prazer!

 
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